Sou daquele tipo de leitor que leio em qualquer lugar, em casa, no quarto, na sala, no banheiro, na cozinha; na rua, andando, no ônibus, e por ai vai. As vezes tenho mania de observar as pessoas enquanto leio (sim, eu consigo fazer isso, apesar de não ser comum). Chega até ser engraçado. Por vezes, parece que estou fazendo algo de ilícito. Vejam só, por que eu não posso ler em pé, dentro do ônibus? Oras, tem pessoas que escutam música, conversam, riem… tudo isso em pé, e, eu, apenas leio, apenas isso. Sempre que encontro algum conhecido dentro do ônibus me perguntam a mesma coisa: “Mas como que você consegue ler dentro do ônibus (as vezes em pé)?”. Na minha cabeça passa inúmeras respostas, mas simplesmente respondo que é hábito.
Outro ‘grande problema’ que enfrento é ser chamado de anti-social por ler a qualquer momento do dia. Se chego 10 minutos antes da aula e abro um livro no pátio da universidade, sempre vem o seguinte comentário: “Você gosta de ler né?” NÃO! Não gosto! Eu apenas leio. Sinceramente não sei qual é a dificuldade de alguém associar o hábito de ler, com o hábito de colocar fones dentro do ouvido e ouvir zilhões de músicas durante 1 hora. Com certeza é muito mais fácil ouvir do que ler. Mas quando se aprende a ler, quando se aprende a ter a leitura como um hábito presente no cotidiano, ai sim teremos a leitura como parte de nossas vidas.
Como pode-se perceber, a todo momento as pessoas colocam empecilhos para a leitura. Como diz o próprio título do post, veem a leitura como algo de gente intelectual. Como que se para ler precisasse de colocar terno e gravata e abrir um livro numa poltrona super confortável vinda diretamente da Alemanha.
Ah! E não adianta dizer que livro é caro e argumentar que no Brasil livro tem preços exorbitantes. Se não pode comprar, vá numa biblioteca, ou se quiser ter o livro, dê uma passadinha em algum sebo, pode ser virtual também.



